1882: o inglês Charles Babbage constrói um dispositivo mecânico que fazia cálculos numéricos; o dispositivo tornou-se conhecido como "Máquina de Babbage" e é considerado o primeiro computador da História.
Babbage projetou e construiu a máquina para substituir os trabalhadores humanos (então chamados 'computers', ou computadores) que construíam item a item tabelas numéricas, como por exemplo de logaritmos e funções trigonométricas. A primeira máquina de Babbage, chamada 'difference engine' (ou máquina diferencial), calculava valores de funções polinomiais (diversas funções, como as logarítmicas e trigonométricas, podem ser aproximadas por funções polinomiais). A máquina diferencial aplicava conceitos de elementos finitos, o que permitiria implementar aproximações das operações de divisão e multiplicação.
Devido à complexidade (o dispositivo compunha-se de dezenas de milhares de peças), não conseguiu concluir a máquina; Babbage projetou ainda outras duas máquinas (a segunda também uma máquina diferencial, e a terceira uma mais complexa, chamada 'analytical machine', ou máquina analítica). Entretanto, já no século 20, cientistas construíram máquinas de acordo com os planos de Babbage, e elas funcionaram a contento; tais máquinas encontram-se expostas no Museu de Ciência de Londres.
1944: Pesquisadores da IBM e da Universidade de Harvard apresentam o Mark I (esse nome foi dado por Harvard; a IBM havia batizado a máquina como Automatic Sequence Controlled Calculator). O Mark I é considerado o marco da moderna História dos computadores.
O Mark I foi o primeiro dispositivo a funcionar de forma automatizada, ou seja, uma vez iniciada a computação, não se requeria intervenção humana. Utilizava 765.000 componentes (válvulas, diodos, capacitores, relés) e centenas de kilômetros de cabos; pesava 4500 kg; tinha 16 metros de comprimento, 2.4 metros de altura e 1 metro de profundidade.
Segundo o site da IBM, o Mark I podia fazer adições em menos de um segundo, mas multiplicações levavam seis segundos, e divisões, doze segundos.
Essas máquinas pioneiras viram um relativamente rápido progresso nas décadas seguintes, graças principalmente à Guerra Fria, que levava o Governo Americano a incentivar investimentos em tecnologia. Em 1946, a Universidade da Pensilvânia apresentou o ENIAC; a própria Harvard desenvolveria os Mark II, III e IV, agregando cada vez mais tecnologia. A IBM (que foi fundada para fazer o processamento dos dados do Censo de 1890 nos EUA, e depois dedicaou-se por bom tempo a rodar folhas de pagamento de outras empresas) era parceira de ambos os projetos, o que lhe permitiu consolidar-se como líder absoluta no campo da computação por várias décadas.
O IBM 701 foi a primeira máquina a utilizar o conceito de memória, dispositivo que armazena internamente os dados processados; até então, todas as máquinas utilizavam cartões perfurados. Essa foi a primeira máquina da linha IBM 700, que incluiu a 702, 704, 705 e 709.
O 360 foi o primeiro a apresentar o conceito de modularidade, ou seja, o comprador poderia comprar diferentes módulos, de acordo com suas necessidades computacionais (o modelo mais barato vinha com 8 K bytes de memória). Essa flexibilidade permitiu a diversas empresas comprarem seu primeiro computador.
Esse modelo consolidou definitivamente a liderança da IBM no mercado de mainframes. Outras empresas de porte como a General Electric e a RCA lançaram também alguns modelos, mas não puderam competir com a Big Blue.
A família 360 foi provavelmente a que mais deu lucros à IBM; os 360 foram vendidos até 1977. Em 1971, a IBM lançou a família 370, que tinha retro-compatibilidade dom os 360, e que prolongou a supremacia da IBM por outros quase 20 anos.
Foi o primeiro modelo a contar com monitor e teclado. A máquina podia ter 16, 32, 48 ou 64 k de memória. O processador de 16 bits era um PALM (Put All Logic in Microcode).
A IBM, entretanto, não tinha interesse em difundir o modelo, visto que ela dominava folgadamente o mercado de mainframes, e não lhe era comercialmente interessante a difusão do uso de máquinas pessoais.
1976: Steve Jobs e Steve Wozniak fundam a Apple. O primeiro computador vendido pelo empresa, o Apple I, era pouco mais do que uma placa-mãe, sem teclado e sem monitor. Em 16 de abril de 1977, a empresa apresenta o Apple II, que se tornou um grande sucesso e marcou o início da era da popularização da computação pessoal. O Apple II vinha com teclado e monitor colorido; os primeiros modelos utilizam fitas cassete para armazenar dados, mas foram logo substituídos por controladores de disco de 5 1/4". Os primeiros modelos foram vendidos por preços variando de US$ 1298 (com 4 kB de RAM) até US$ 2638 (com 48 kB de RAM).
Praticamente à mesma época, dois outros fabricantes, pressentindo o interesse do mercado por modelos de computadores pessoais, anunciaram produtos que também se tornariam ícones.
1977: a Radio Shack, uma cadeia de vendas de eletrodomésticos, lançou o TRS-80, Tandy Radio Shack, que vinha com teclado, monitor preto-e-branco e 4 kB de memória. O modelo alcançou grande sucesso, pois a Radio Shack tinha muitas lojas; o TRS-80 era vendido a US$ 599. O primeiro lote tinha 3000 máquinas, porque, caso não fossem vendidas, seriam utilizadas nas 3000 lojas da rede; as vendas, entretanto, chegaram a 10.000 no primeiro mês, 55.000 no primeiro ano e 250.000 até 1981, quando saíram de linha.
Em setembro de 1977, a empresa canadense Commodore anunciou o lançamento do PET Commodore. No ano anterior, a Commodore tinha adquirido a empresa MOS Tecnologies, desenvolvedora do chip 6502, utilizado no PET (e também no Apple II). Isso permitiu-lhe baixar os preços; o site da Commodore informa que os primeiros modelos foram vendidos por US$ 599, e que a empresa tinha logística para fazer distribuição mundial.


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